ALMANAQUE PEF

A palavra Almanaque, de origem árabe, significa calendário. Actualmente é um livro anual, reunindo calendário, informações gerais ou específicas de um determinado campo do saber e passatempos.

O Almanaque de 1992, o primeiro que o Posto Emissor editou, foi designado de Almanaque Regional e resultou de um trabalho árduo e muito empenhado. No entanto, a sua publicação desencadeou algumas dificuldades que levaram a um interregno de 4 anos. Porém, o sonho de ir mais além e de dar maior divulgação ao trabalho do Posto Emissor do Funchal impôs o renascimento do projecto que voltou às bancas em 1997, sendo desde então, uma publicação anual ininterrupta.

O de 2010, constitui a sua 15ª edição.

Seguindo o habitual percurso, vulgariza verdades, transmite ensinamentos de religião, de agricultura, de história e de culinária, sem deixar de apresentar as chamadas “verdades de almanaque”, aquelas “verdades que, como dizia Eça de Queirós, “…são sempre necessárias, pois nunca houve um homem que não precisasse de saber como se tira uma nódoa de azeite numa fazenda de lã, ou como se desenferruja uma chave velha, ou como se emudecem os gonzos de uma porta.

O Almanaque PEF 2010, o último almanaque madeirense, apresenta na sua capa a reprodução de um quadro de Jayme Sá, um esquecido artista nascido nesta terra, e que retrata um velho camponês do Campanário, com um olhar muito expressivo e com o rosto marcado pelas rugas de uma vida de trabalho e de sacrifício.

É um livro com cerca de 200 páginas que, no âmbito de cada mês, presta homenagem a um madeirense. Entre outros, encontramos os dois que foram “Primeiro-Ministro de Portugal”, os quatro que foram “Arcebispos da Santa Madre Igreja Católica” e os três que alcançaram o título de “Campeão do Mundo”.

Em todo o livro abundam temas relativos à Madeira e aos seus costumes.

Na parte final, um capítulo é dedicado aos Britânicos e à sua participação na vida Económica e Social da Madeira. Mas o Almanaque PEF, como almanaque que é, tem em relação ao ano de 2010, a calendarização das luas e dos eclipses, a maior ou menor visibilidade dos planetas, os eventos mensais da Região, o horário das missas dominicais das igrejas e capelas dos onze concelhos da Região Autónoma da Madeira, adágios populares, adivinhas, anedotas e uma série imensa de passatempos com palavras cruzadas, numogramas, hieróglifos, anagramas e charadas.

O Almanaque PEF 2010, porque é um livro para entreter, para consultar, para oferecer e para arquivar, será como sempre, muito apreciado e estimado pelos madeirenses.

                                    

                                    

                  

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